quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Blá blá blá e mais do mesmo


Ouço todo dia um monte de gente reclamando da cultura local, que nada muda, etc, mas se querem saber isso já é algo mundial. Quando eu morava no Rio também era assim e aposto que em Paris tem gente falando o mesmo. O problema é a falta de movimentação, de iniciativa. Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar, valeu Chico. Não adianta guardar as idéias pra você e meia dúzia de pessoas, tem que divulgar, circular. E essa de esperar iniciativa de governo, patrocínio, esquece, já criaram o crowdfunding justamente pra ser algo independente, é a famosa vaquinha entre amigos só que com a ajuda da internet. Chega dessa história de só reclamar. Bobagem. Eu não gosto desse papo de que temos que valorizar tudo o que é nosso. Tudo também é demais, dá pra peneirar e mostrar algo bom, senão vira isso que a gente vê todos os dias na TV, Rádios e Internet. Antigamente existia segmentos, hoje você escuta rádio e ta lá o rock e o popular de mãos dadas. Daí eu viajo e vejo aberrações. Desculpa Fundação de cultura, mas chamar uma menina de 7 anos pra cantar num festival Ai se eu te pego e Vai no banheiro pra gente se beijar é demais não? Não é pela música que na verdade nem me incomoda mais, mas pela idade da menina. Depois fica essa falsidade na Tv de pessoas solidárias falando que as crianças e adolescentes estão precoces como se estivessem muito preocupadas. Pra cima de mim não.
Acho que chega né? Ta na hora de estacionar o Camaro, voltar a andar de Brasília amarela e tentar mudar algo antes que o mundo acabe em Dezembro. 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Desgosto


Cada um tem um gosto, sejam bons ou ruins... Desde cedo ouço isso e sempre procurei respeitar, apesar de não ter o menor pudor em criticar quando acho muito ruim. Gosto é gosto, ninguém é dono da verdade, embora às vezes dê vontade de ser. Há pessoas que tem um impecável mau gosto, já dizia Otis Ferguson. Um amigo criticava a noiva porque ela queria ir ao pagode e ele não. Um dia terminaram o namoro e em poucos dias ele foi a um pagode com uma paquera. Vai entender. Não tenho o menor problema em fazer concessões. Já fui com minha esposa em show do Fábio Jr e do Thiaguinho e não morri. Nem mudei meu gosto. Continuo achando que os shows da minha vida foram Mogwai no Armazém 5,  Violeta de Outono na Lona Cultural Gilberto Gil, Zumbi do mato no sebo Baratos da Ribeiro (primeiro show q ajudei a organizar) e Lobão numa lona que tinha na Barra. Esse do Lobão teve uma coisa especial, pois em dado momento o som falhou e ele improvisou Help com uma pose meio Freddie Mercury no 1º Rock In Rio e foi uma das interpretações mais sinceras e alucinantes que já vi. Assisti muitos shows excelentes de bandas como Dimitri Pelz, Boêmios, Autoramas, Morrissey, Blues Etílicos e inúmeros que a mente vai deixando pra trás. Perdi todas as idas do Echo and The Bunnymen ao Rio e não fui aos Stones em Copa. Não quis ir. Prefiro ficar com a imagem do Jagger apontando o dedo pra uma menina da platéia e cantando You can't always get a man what you want. Mas com certeza não perderia Hendrix careca, tocando com um dedo numa cadeira de rodas.
No final das contas, essa coisa de ter bom ou mau gosto é uma bobagem, basta não levar tudo tão a sério. Mas cá entre nós, ter que ouvir dentro de um ônibus lotado uma turminha de adolescentes escutar um celular barulhento tocando Funk é um pouco demais né? Ultrapassa a linha do mau gosto e não tem fone de ouvido que resolva. Melhor descer do ônibus e ir a pé. Só não sei como descer do ônibus desse século, mas ainda descubro e conto pra vocês.


domingo, 2 de setembro de 2012

Homo Erectus ou O último tango em Paris

Tcha tcha tcha tcha ôôôô
ôôô ôô ôôô ôôô tchu tcha
tchu tcha tchu tcha tche
Tcherere tchê tchê lalaiá
Laiá Laiá, lalaiá lalaiá Parapapapapapapa
paparapaparapapara clack bum
Uga buga Uga uga
Krig-Ha Bandolo!