quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Eterno retorno

"Imagine um sebo de livros e discos em geral onde você senta e conversa sem ser perturbado, a música ambiente vai de My bloody valentine a Miles Davis, os livros vão de Ginsberg a Jorge Amado, poetas lêem seus textos ao som de uma banda ao vivo, enquanto um grupo, alheio à tudo, planeja manifestos culturais e discute literatura. E tudo isso em Campo Grande, bem no Centro Oeste do país!! Imaginou?
Então venha conhecer o sebo Subcultura, o único da cidade em que você vivencia isso e muito mais."


"paixões: Cultura em geral e bom bate papo
 livros: Com folhas, letras, poeira, até sem capa vale.
 música: Jazz + Hardcore, Indie rock + Samba, Psicodelia + Rap
 programas de tv: Entre linhas
 cinema: Qualquer um ético e não ético"


Assim era a descrição no Orkut do Perfil do Sebo Subcultura, loja que montei com um amigo da época, mas que devido a diversas circunstâncias durou apenas de setembro de 2007 a março de 2008. Tempo suficiente para agitar muita coisa na estranha cena cultural de Campo Grande, MS.
A anarquia já começou no primeiro dia onde a primeira música tocada foi Only Shallow do My Bloody Valentine, no momento em que meu amigo de andanças indies Bira (não confundir com o(s) Bira(s) da banda Jirhad ,atual Studio 89) entrou na loja pois fazia questão de ser o primeiro a entrar naquele que prometia ser o núcleo de diversas ações culturais. Numa cidade acostumada a tocar sertanejo, modas de violas e pop em geral, tocar My Bloody nos deu a mesma sensação de ver os Sex Pistols assinando contrato em frente ao Palácio de Buckingham. Daí em diante a coisa tomou proporções inimagináveis, principalmente levando em conta que o acervo da loja era nada, comparado com os sebos gigantes da cidade.
A inauguração oficial se deu no Sábado, 15 de Setembro, com um show inesquecível feito pela Banda Jirhad, gratuito, feito para alguns poucos felizardos. Nas semanas seguintes diversas exibições de filmes (Bandido da Luz vermelha, Terra em transe, Acossado, etc), leituras de poemas, exposições de quadros como a do genial Luciano Alonso, Jam sessions (duas guitarras, dois Luiz e muitas idéias na cabeça), o bate papo empolgante sobre literatura, psicanálise e o que mais coubesse no “outros papos”, evento idealizado por mim e pela Andréa Brunetto, sem contar a turma de amigos que se reuniu, se conheceu, namorou até, e alguns que até hoje me acompanham nos meus delírios culturais.
Foi uma época única que infelizmente durou pouco, mas que devido à boa lembrança, me motivou a criar esse blog, onde abro espaço para idéias, divulgações, vendas e trocas, críticas e sugestões e o que mais der na telha.
Sejam bem vindos, velhos e novos amigos, a Subcultura está de volta.

Subcultura

Eu e meu filho 

Interagindo com um quadro do Luciano Alonso

Jirhad em ação


Visita dos meus amigos Eduardo Pletsch e Emerson Facão 
da banda Nocturno (RJ)



4 comentários:

  1. ê ê ê !!! Poxa, aonde estava eu nessa época?? Ah, sim, super mãe que tinha dor nas costas !!! Te juro que se ganhar na megasena ou passar num concurso top (não sei qual dos dois é mais difícil) seremos sócios de um novo movimento, e não negócio! Boas novas meus amigos!! Pietro está na àrea !!

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    1. Na área, na rua e na fazenda e logo logo no seu dial...rs

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    2. E aí, rapaz! Voltamos àquele longínquo (logo ali) 2007. O espaço: Rua 26 de Agosto, onde os passantes iam e vinham, às vezes entravam certos, outras vezes, enganados em busca de mais do mesmo. Mas ali não tinha o mais do mesmo. Era como uma caverna platônica às avessas, pois a iluminação estava dentro e não fora. Fora era outro espaço, o das vidas que passavam, passam e passarão, sempre...
      Raimundo

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    3. Grande Raimundo, mestre diário das palavras e observações, parceiro das minhas andanças desde que cheguei aqui neste campo e não achei tão grande assim. Um grande abraço

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